485 a.C. até 425 a.C., Heródoto morreu aos 60 anos.
Heródoto foi um históriador e geografo grego no tempo da grande Grecia antiga, e com o livro “Histórias de Heródoto”, esta obra foi reconhecida como uma nova forma de literatura pouco depois de ser publicada.
A principal e mais antiga fonte sobre a Batalha das Termópilas é Heródoto, que escreveu a obra Histórias no século V a.C., poucas décadas após o acontecimento (480 a.C.).
Quem foi Heródoto?
Heródoto nasceu em Halicarnasso (atual Turquia) e viajou extensivamente pelo mundo mediterrânico, recolhendo testemunhos orais, tradições locais e relatos anteriores. O seu objetivo não era apenas narrar acontecimentos, mas explicar as causas das Guerras Médicas.
Contudo, a sua obra mistura factos históricos com discursos dramáticos e elementos narrativos. Isto levanta várias questões:
Os números apresentados são fiáveis?
Existiu exagero para aumentar o dramatismo?
Havia parcialidade a favor dos Gregos?
Apesar destas dúvidas, Heródoto continua a ser a fonte mais importante sobre a batalha.
A batalha ocorreu durante a Segunda Invasão Persa da Grécia, liderada por Xerxes I, filho de Dario I. O objetivo era vingar a derrota persa em Maratona (490 a.C.) e expandir o Império Persa para a Grécia continental.
As cidades-estado gregas, frequentemente rivais entre si, formaram uma aliança defensiva conhecida como Liga Helénica.
Termópilas era um desfiladeiro estreito entre montanhas e mar. Na época, o caminho era suficientemente estreito para impedir que um grande exército combatesse em larga escala.
A estratégia grega foi:
Bloquear o avanço terrestre nas Termópilas.
Travar simultaneamente a frota persa no cabo Artemísio.
Tratava-se de uma defesa coordenada por terra e mar.
Ao contrário do mito popular, não foram apenas 300 espartanos.
Segundo Heródoto participaram:
300 espartanos liderados por Leónidas I
700 téspios
400 tebanos
Vários milhares de outros soldados gregos (estimativas entre 5.000 e 7.000 no início)
Quanto aos Persas, Heródoto fala em números extremamente elevados (milhões), mas historiadores modernos estimam entre 70.000 e 200.000 soldados.
Primeiro e segundo dia:
Ataques frontais persas.
A falange hoplítica grega, com armamento pesado, manteve posição.
A elite persa, os “Imortais”, falhou em romper as linhas.
Terceiro dia:Um grego chamado Efialtes revelou aos Persas um caminho alternativo pela montanha (o trilho da Anopeia), permitindo o cerco.
Leónidas dispensou a maioria dos aliados, permanecendo com:
300 espartanos
700 téspios (que recusaram abandonar o campo)
Tebanos (possivelmente forçados a ficar)
Combateram até à morte.
Possíveis explicações:
A lei espartana proibia a retirada.
Existia uma profecia do Oráculo de Delfos que previa a morte de um rei espartano.
O sacrifício permitiria ganhar tempo para o sul da Grécia se preparar.
Embora militarmente derrotados, tornaram-se símbolo de coragem e sacrifício.